Convidados de Honra

 

HILDA OTTONI PORTO RAMOS

30Professora, escritora: poetisa, artista plástica, pianista e musicista – Nasceu em 24 de abril de 1917, teve sua infância dividida entre a Fazenda Bom Retiro e o colégio interno.Estudou no Colégio Santa Clara, em Itambacuri/MG e na Escola Normal e Colégio São Francisco, de Teófilo Otoni, onde em 1933, torna-se normalista.
Em 1956, diploma-se pianista pelo Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro; foi uma das fundadoras de um Departamento do Conservatório Brasileiro de Música em Teófilo Otoni. No início da década de 60, passa a ministrar aulas de Canto Orfeônico no Colégio São Francisco e de Educação Artística e Musical no Colégio Estadual, hoje Escola Estadual Alfredo Sá, onde se aposentou.
Dona Didinha, como é mais conhecida, é autora de um vasto repertório musical e poético que ainda é tocado e cantado pelos corais da cidade, além de ser autora do hino: Canção da Comunidade, dedicado ao município de Teófilo Otoni.
É autora do Hino oficial da Academia de Letras de Teófilo Otoni e do Hino da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Teófilo Otoni). Entre os seus inúmeros trabalhos inéditos, consta ainda um Hino a Minas Gerais. Uma das fundadoras da Academia de Letras de Teófilo Otoni e patronesse da Biblioteca e da Medalha de Mérito Cultural da entidade. É também Convidada de Honra da Academia de Letras de Teófilo Otoni.
Em 2012 para comemorar seus 95 anos de vida, foi organizado pela Academia de Letras, o livro: Dona Didinha, a Pescadora de Sonhos – uma coletânea de depoimentos de familiares, amigos, ex-alunos e autoridades que reconstroem a vida e obra da mestra dos sons e das palavras. Em 15 de dezembro de 2012, foi-lhe conferido pela Academia de Letras, o Troféu Isaura Caminhas Fasciani, na modalidade Escritora do Ano.
Em 14 de março de 2014, a Câmara Municipal de Teófilo Otoni, por meio da Resolução Nº1050, 10 de outubro de 2013, outorga-lhe o título de “Garimpeira do Ano”, em reconhecimento a sua contribuição á educação, cultura e arte no município.

Obras publicadas:
De Lavrado em Lavrado
Memórias Vivas… Vivas Memórias…
Aquarelas da vida
Posse: 20 de dezembro de 2002

GUIOMAR SANT’ANNA MURTA

30Escritora, poetisa, professora e assistente social, natural de Teófilo Otoni, filha do casal Mário Muricy Sant’Anna e Elfríades Coelho Sant’Anna. Sendo o seu pai poeta, contabilista e jornalista e a sua mãe professora primária, estudou até o terceiro ano com a própria mãe e aprendeu poesia com o pai, desde pequenina. Para a conclusão do curso primário, matriculou-se no Colégio São Francisco e deu prosseguimento aos estudos no Ginásio São Francisco, também educandário das Irmãs Franciscanas. Foi escolhida como presidente do Grêmio Literário do Ginásio e oradora da sua turma, ao término do curso. Colaborou com poemas e palestras para o Grêmio e para o jornal O Colegial. Continuando os seus estudos em Belo Horizonte, cursou o primeiro e segundo anos no Colégio Sagrado Coração de Jesus (Curso Científico), participando do Grêmio Literário e colaborando com poemas e artigos para a revista Rex, do Colégio. Tomando conhecimento da possibilidade de prestar concurso (vestibular) para Serviço Social e ganhar bolsa de estudos (se bem classificada) do SESI-MG, mesmo sem ter completado o científico, decidiu tentar e ingressou, assim, no curso superior. Durante o curso, colaborou na fundação do jornal Supervisão, no qual publicou poemas e foi sua representante no Congresso Nacional de Imprensa Universitária, realizado em Petrópolis (RJ). Por indicação da Escola de Serviço Social, foi estagiária do Juizado de Menores durante um semestre e (conforme contrato de bolsista) passou a ser estagiária do Centro Social do SESI, por dois anos, até completar o curso, tornando-se Assistente Social. Cumprindo o contrato com o SESI, voltou para Teófilo Otoni para realizar trabalho de pesquisa documental, elaborar e realizar projetos voluntários que ajudassem à comunidade e subsidiassem o Trabalho de Conclusão de Curso, correlacionando teoria e prática. Em Teófilo Otoni, trabalhou junto à Paróquia com grupo de domésticas e, no Lactário, integrando a equipe de médicos e enfermeiras com gestantes, mães e crianças. Assessorou ainda a preparação e realização do Primeiro Festival da União Estudantil de Teófilo Otoni. Mesmo o SESI tendo considerado seu trabalho suficiente para o TCC e a obtenção do diploma, preferiu ampliar a prática fundamentada, havendo a perspectiva de trabalhar no Vale do Jequitinhonha, onde fixaria residência a partir do segundo semestre de 1958, após o seu casamento com Adelson Fernandes Murta, em 26 de maio de 1958. Por estímulo do marido, assumiu o novo sobrenome e novo papel de escritora, escrevendo e reunindo poemas com a perspectiva de publicar seu primeiro livro. Por mais que escrevesse, nada publicou no Vale do Jequitinhonha, nem mesmo na imprensa de Belo Horizonte, onde o casal passou a residir após o nascimento da primeira filha.
Sempre apoiada pelo marido, mesmo com filhos pequenos, voltou ao trabalho como assistente social voluntária, na comunidade do Bairro Indaiá e na Paróquia de Santo Antônio do Aeroporto da Pampulha. Somente em 1968, após 10 anos de casamento e o nascimento da quinta filha, com o sobrenome Sant’Anna Murta, publicou seu primeiro livro: Deus na Intimidade: poesias – prefaciado por Dom Serafim Fernandes de Araújo, então Bispo de Belo Horizonte. O livro foi destacado no concurso literário “Cidade de Belo Horizonte”. Retomou os estudos na Pontifícia Universidade Católica (PUC-MINAS) em 1970 e passou a trabalhar como professora assistente convidada, a partir de 1976, tornando-se professora adjunta concursada, em agosto de 1980. Atuou também como supervisora de estágio e, simultaneamente, supervisora de assistentes sociais, no Hospital do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), onde trabalhava desde 1973. Participou da equipe fundadora da Medicina Preventiva do Hospital e foi nomeada Chefe de Divisão de Serviço Social do IPSEMG.
Após acidente sofrido em 1982, na saída da PUC-MINAS, afastou-se dos trabalhos externos. Já tendo publicado mais um livro em 1974, passou a dedicar-se mais à literatura. Aposentada como assistente social e professora universitária, aos 69 anos de idade, não se aposentou da literatura escrita, falada e cantada por muitos e em várias circunstâncias, variando entre hinos, poemas, crônicas, discursos (assinados ou não) pelo gosto e ofício de escrever.

Livros publicados:
Deus na Intimidade: poesias – 1968
Patchuli (contos) – 1974
Musmê (para quem for criança) – 1988
Conto Histórias de Vida (contos) – 1988
É OU IA (para quem for criança) – 1988
Velho Chico 500 anos (crônica poética, em parceria com Nestor Sant’Anna) – 2000
Maratiá (romance) – 2002
Todos os Santos (crônicas) – 2002
Novembro (poesias) – 2003 (edição para presentes)
ABC de Teófilo Otoni (literatura de cordel) -2003
Sem Pedestal (crônicas biográficas sobre Genésio de Melo Pereira) – 2005
Sintonia ponto com (poesias) – 2008
Aluisio Pimenta Professor (biografia) – 2013 – Projeto da Professora Wanda Lacerda
Histórias da menina da Rua da Ponte… – 2016, em parceria com Adelson Fernandes Murta Filho.

Admissão: 20 de dezembro de 2002

MARIA LAURA PEREIRA DA SILVA COUY

30Professora, poetisa, cronista e contista – Natural de Teófilo Otoni/MG, reside em Belo Horizonte/MG, desde 2001. Exerceu o magistério até a aposentadoria. É Membro efetiva da Academia Municipalista de Letras e da Academia Feminista de Letras com sede na capital mineira, da qual foi presidente no biênio 2008-2009. Possui trabalhos publicados em antologias e revistas literárias editadas pela Academia Feminina de Letras, como “A Hora da Graça”; “Literatura em Destaque”; Literatura em Movimento” e ‘Palavra”. Em 1999 participou do livro bilíngue: português-francês: “Perolas Reverberantes” Na Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais apresentou vários trabalhos literários em coletâneas e premiados em concursos e revistas anuais. Em Teófilo Otoni colaborou com artigos para os jornais: Folha da Cidade, Tribuna do Mucuri, Carta e, em belo Horizonte para o jornal da Afato e, no Minas Gerais, na coluna Resenha Literária.

Obras publicadas: A sereia de Sal e sol: contos, crônicas e prosa poética; Vivência: poesia; A Bruxinha Anabel e Circo Alegria: livro duplo infantojuventil; O Beija Flor no Espelho: contos, crônicas e prosa poética; Ampulheta: poesia; Santa do Pau Oco: poemas sertanejos.

Posse: 09 de novembro de 2007

ISAURA CAMINHAS FASCIANI (In memoriam)

25Professora, escritora e poetisa – Nasceu no município de Caraí, Minas Gerais, na Fazenda Inveja a 30 de novembro de 1916 e faleceu em 27 de novembro de 2008. Iniciou seus estudos com auxílio de professores contratados por seus pais, que os acompanhavam em suas andanças de uma fazenda a outra, ensinando-lhe e ao irmão mais novo a ler, escrever e fazer contas.Transferindo-se para a cidade de Teófilo Otoni ainda bem jovem, cursa o primeiro ciclo de estudos (curso de adaptação) no Colégio Normal São Francisco. Nesse mesmo educandário fez o curso Normal (magistério) no período de 1934 a 1936. Licencia-se em 1974, em Pedagogia, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Fundação Educacional Nordeste Mineiro.
No magistério, iniciou sua carreira em 1947, como professora Regente de Classe, numa Escola Primária, anexa à União Operária Beneficente. Em 1948 foi nomeada, em caráter efetivo pelo Estado para o cargo de professora, tendo trabalhado no Grupo Escolar Teófilo Otoni (hoje Escola Estadual Clotide Onofri de Campos). Em 1960 é nomeada para a função efetiva de Diretora da Escola Estadual Geraldo Landi após prestar concurso público, promovido pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, aposentando-se em 1987, após 28 anos no cargo de diretora dessa unidade de ensino.
Foi presidente da Associação dos Professores de Teófilo Otoni, membro fundadora em 2002, da Academia de Letras de Teófilo Otoni, sendo a titular da cadeira 9, integrando, também, o quadro de Convidadas de Honra. Homenageada, em Belo Horizonte, no Palácio dos Despachos com a Medalha de Personalidade Cultural, é cidadã honorária de Teófilo Otoni, conforme Lei 2.580, de 27 de agosto de 1985. Grande defensora da Paz participou da Campanha Conquiste a Paz promovida pelo Jornal Estado de Minas, como o trabalho Paz, um Sonho?
Vencedora de dois concursos de literatura infantojuvenil promovidos pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais; dois dos seus livros foram premiados, em 1966 e 1974, respectivamente Memórias de um Espantalho e a Montanha Encantada.

Obras publicadas: Mensagens para um viver melhor, em parceira com Leia Jesus Santos; A Montanha Encantada; Doce Infância; História de um Casarão Contada por ele mesmo; João Grandão, O Poderoso; Meu Saci; A Saudação da Aurora: Coletânea de Mensagens; Memórias de um Espantalho; A Saga de Dona Ciça: A Preguiça; A Felicidade Está Dentro de Nós: Poemas e Brindando à Vida: Poemas.

Posse: 20 de dezembro de 2002

GILSON DE CASTRO PIRES

34Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, atual Universidade Federal de Minas Gerais, em 1948, seu curso secundário foi realizado no Colégio Mineiro de Teófilo Otoni. Estudante de Medicina, cursou o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, em 1946, recebia o galão de 2º Tenente da Reserva da Arma de Cavalharia. Em 1949, realizou o curso de Laboratório do Departamento Nacional de Saúde, no Instituto Osvaldo Cruz. Exerceu suas atividades laboriais por 60 anos na Associação Hospitalar Santa Rosália, como médico, diretor clínico e provedor por nove anos, de 1987 a 1996.
Ocupou ainda a cadeira de Matemática do Colégio Mineiro de Teófilo Otoni, foi também chefe do Laboratório Regional de Saúde Pública de Teófilo Otoni, médico do Tiro de Guerra (sem vencimentos) Presidente da Sociedade de Medicina de Cirurgia de Teófilo Otoni, Vice-Presidente da Associação Médica de Minas Gerais, e ainda membro correspondente da Academia Mineira de Medicina, Garimpeiro do Ano, concedido pela Câmara Municipal de Teófilo Otoni, em 1988, Diploma de Reconhecimento do Rotary Club, pelos relevantes serviços prestados à comunidade, além do Troféu “Jegue”, de Filantropia que foi dado pela Confederação Nacional dos Hospitais Filantrópicos, como um dos quinze médicos mais caridosos do País. Recebeu por duas vezes o “Mérito Médico”, concedido pela Academia Mineira de Medicina, em 1982 e 2012, condecorado com “Honra ao Mérito” pela Sociedade de Medicina e Cirurgia de Teófilo Otoni e a Medalha do Bicentenário de Nascimento de Teófilo Otoni, em 2007, concedido pela Câmara Municipal de Teófilo Otoni.

Posse: 15 de dezembro de 2013.

DOM ALOÍSIO JORGE PENA VITRAL

BISPONatural do Rio de Janeiro, ainda bem pequeno e acompanhado dos pais mudou-se para Bom jardim de Minas, onde foi batizado.Em 1958, a família foi para Juiz de Fora e, quando tinha apenas 5 anos de idade, mudou-se para Belo Horizonte/MG.
A entrada para o Seminário se deu, aos 20 anos, em fevereiro de 1976, na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, em Jaraguá do Sul/SC. Cursou Filosofia, de 1977 a 1979, em Brusque/SC e Teologia, de 1980 a 1983, em Taubaté/SP. Concluiu o curso de Teologia, em 1985, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Sua ordenação diaconal foi celebrada em 28 de junho de 1985, na Igreja Santo Antônio, em Belo Horizonte, e a ordenação presbiteral no dia 18 de janeiro de 1986. Tomou posse na Paróquia Santo Antônio, em Nova Lima/MG, em 26 de janeiro de 1986, onde permaneceu até 1990.
Assumiu a reitoria do Seminário de Filosofia Emaús da Arquidiocese de Belo Horizonte, de 1991 a 1992. No ano seguinte, em 1993, tomou posse como pároco da Paróquia Santa Efigênia dos Militares, onde permaneceu até outubro de 2005. Em 11 de fevereiro de 2006 foi nomeado Bispo, recebendo a Ordenação Episcopal em 25 de março de 2006, tornando-se Bispo Auxiliar de Belo Horizonte por quase 4 anos, até que em 25 de novembro de 2009, foi nomeado pelo Papa Bento XVI como 5º Bispo Titular da Diocese de Teófilo Otoni, tomou posse de sua nova igreja em 05 de fevereiro de 2010. Tem como lema episcopal: “Revestido de profunda misericórdia”. É cidadão Honorário de Teófilo Otoni e detentor da Comenda Teófilo Otoni, concedida pelo governo do Estado de Minas Gerais.

Posse: 15 de dezembro de 2013

LUIZ GONZAGA SOARES LEAL

36Agente político, advogado e professor é natural de Teófilo Otoni. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo, em 1962. Foi professor na Faculdade de Direito de Teófilo Otoni. Iniciou sua carreira política como vereador na legislatura de 1966 a 1970, em seguida eleito prefeito para o período de 1973 a 1976.
Deputado Federal à 9ª legislatura de 1979 a 1983, reelegeu-se para os períodos de 1983 a 1987 e 1987 a 1991 e para a Assembleia Nacional Constituinte.
Licenciou-se da Câmara dos Deputados para assumir os cargos de Secretário de Estado da Educação em 1987 e de Interior e Justiça de 1988 a 1989 no governo de Newton Cardoso. No parlamento nacional foi presidente da Comissão de Finanças e titular de várias outras comissões permanentes e temporárias.
Detentor da Medalha da Inconfidência, em todos os graus, da medalha Santos Dumont e do Mérito Legislativo, Medalha de Consagração Cívica do Sesquicentenário da Independência e medalhão comemorativo do Centenário de Santos Dumont, Medalha Assembleia Nacional Constituinte, Comenda Theófilo Otoni. Ao todo possui cidadania honorária de 275 municípios mineiros. Enquanto Deputado Federal teve participação em missões oficiais como Membro da Delegação Parlamentar ao Japão, à Coréia, à Portugal, à Holanda e à Argentina, em 1979, 1980 e 1985. Integrou ainda o Grupo Brasileiro do Parlamento Latinoamericano na Reunião Conjunta do Parlamento Latinoamericano e Parlamento Europeu, em Bruxelas e Bélgica, em 1983. Foi também professor de língua portuguesa, latim, francês, literatura, ciências sociais, economia política, direito econômico e direito penal.
Em sua homenagem foram organizadas as publicações: Luiz Leal, Trajetória pelo jornalista Willian Horta Sobrinho e Luiz Leal em prosa e verso pelo também jornalista Afonso Barroso.

Admissão: 15 de dezembro de 2013.

MARIA ENY LEAL FERNANDES DA SILVA

36Natural de Teófilo Otoni, concluiu, em 1938, o curso Normal no tradicional Colégio São Francisco, dirigido pelas irmãs franciscanas Penitentes Ricoletinas. Em 1939, aos 16 anos, iniciou no magistério a convite da Irmã Eufrosina, então diretora do Colégio São Francisco; permanecendo nesse estabelecimento até casar-se. Retornou ao magistério como professora de Língua Portuguesa no Ginásio Mineiro, na gestão do saudoso professor Pedro de Paula Ottoni. Quando ainda havia poucas unidades de ensino na cidade criou, em sua própria residência, um cursinho preparatório para aqueles que pleiteavam entrar para o curso ginasial, tendo em vista que existia, à época, o Exame de Admissão. Mesmo já professora conceituada, prestou vestibular e graduou-se em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Teófilo Otoni. Lecionou História na Escola Estadual Alfredo Sá, até aposentar-se por tempo de serviço. Em 1968, como sócia das irmãs Neyde Leal Nunes (in memoriam) e Neusa Soares Leal, funda a Escola Particular São Geraldo, da qual foi diretora por 42 anos. É detentora da Grande Medalha de Mérito Educacional, honraria conferida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 1986.

Posse: 27 de setembro de 2014.

NEUSA GUEDES CARNEIRO

36Natural de Teófilo Otoni, iniciou sua formação escolar aos 7 anos numa escola municipal de classe seriada na comunidade rural de Pasto do Governo, concluindo o antigo curso ginasial no Colégio São José, em 1945. Com apenas 19 anos, casa-se com o Sr. Pedro Carneiro Magalhães. Após o nascimento do seu primeiro filho retorna aos estudos, matriculando-se na Escola Benedito Valadares, onde conclui o curso Técnico em Contabilidade. Depois, como professora habilitada em Língua Portuguesa, inicia uma longa e extraordinária carreira no magistério, lecionando nos seguintes educandários: Colégio Tristão da Cunha, antigo Orfanato Coral de Jesus, Escola Benedito Valadares, Colégio Joaquim Portugal, Colégio São José e, finalmente, na Escola Estadual Alfredo Sá, até sua aposentadoria por tempo de serviço, em 1987. Em 1980, abandona um segundo cargo de professora para dar o braço a Srª Maria Amélia Couy (in memoriam), fundando a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Teófilo Otoni, onde viveu, como diretora, os seus melhores momentos, fazendo o possível para que os alunos assistidos fossem menos excluídos e mais felizes.

Posse: 27 de setembro de 2014.

SUZANA MARIA RÊGO

36Natural de Ladainha/MG, porém, muito cedo adotada como teófilo-otonense. Cursou o Ensino Fundamental e Médio no Colégio São Francisco, em Teófilo Otoni; o ensino superior em Pedagogia no Instituto de Educação de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e Direito na Faculdade de Direito, da Fundação Educacional Nordeste Mineiro. Iniciou na educação como professora primária nas Escolas Tristão da Cunha e Deputado Geraldo Landi e professora de Ensino Médio no Colégio São Francisco e na Escola Estadual Alfredo Sá. Atuou também como supervisora pedagógica e diretora da Escola Estadual Dr. Manoel Esteves Otoni. Além de secretária municipal de Educação nas gestões dos prefeitos Luiz Leal, entre 1973 a 1977, Wander Lister de Carvalho Sá, de 1977-1982 e de Getúlio Neiva, de 2001-2004. Serviu aos governos estaduais por 12 anos como diretora da 24ª Delegacia Regional de Ensino, hoje, 37ª Superintendência Regional de Ensino. Atualmente é vice-presidente do Conselho Deliberativo do Clube da Maturidade Três Vales e Vice-Presidente da Fazenda Esperança “Ressurreição e Vida. Na atuação em prol da educação do município e região, ainda destaca-se a sua participação em vários cursos, congressos e seminários na área, em diversas localidades do Estado e do país, com destaque, a sua participação no Congresso Educacional do Campo, realizado em Manizales – Colômbia, a convite da Unicef e do governo mineiro.

Posse: 27 de setembro de 2014.

LAIS OTTONI BARBOSA FERREIRA (In memoriam)

36Assistente social, psicóloga, escritora, genealogista e historiadora teófilo-otonense. Especialista em Reabilitação Profissional, tendo ocupado, entre outras, a função de Delegada Regional do Instituto Nacional de Seguridade Social para o então Estado da Guanabara. Em função de acordo cultural Brasil-Espanha, foi enviada a Madrid, e sua tese sobre legislação previdenciária comparada foi publicada na revista da organização Ibero-Americana de Seguro Social em 1971, recebendo também na Espanha uma bolsa ad honorem. Após anos de pesquisas, escreveu e publicou o livro: Os Ottoni, Descendentes e Colaterais, lançado no Instituto Italiano Di Cultura do Rio de Janeiro, em 2000. Na obra acompanha-se a trajetória familiar desde 1708, quando Manoel Ottoni se casou com Maria Thereza Bisi, Gênova/Itália, e sua vinda para o Brasil com o filho Jorge, em 1724, procedente de Lisboa.
Em 2004, foi eleita sócia titular do Colégio Brasileiro de Genealogia, tornando-se também membro correspondente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba/SP. No mesmo ano completou o trabalho: Povoadores do Vale do Mucuri, em que estuda os primeiros tempos do povoamento, os imigrantes que para cá foram encaminhados, e sua participação no processo de desenvolvimento da região. Em 2006, lançou Raízes Mineiras. Trata-se de um estudo genealógico das famílias Costa Pinto e Ferreira da Cunha, cujos integrantes desempenharam, e ainda desempenham importante papel na vida social e política no Brasil. Faleceu, no Rio de Janeiro/RJ em 28 de maio de 2016

Admissão: 22 de novembro de 2014.

NILMÁRIO MIRANDA

36

Nasceu em Belo Horizonte e criado em Teófilo Otoni, desde um mês de idade, estudou no Grupo Escolar Teófilo Otoni, no Colégio São José e no Colégio Estadual Alfredo Sá. Em Teófilo Otoni teve ativa participação nos movimentos estudantis e pelas reformas de base nos conturbados anos de 1962-1964. Preso e processado em 1968, forçado a deixar a Faculdade de Ciências  Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerai, participou da resistência clandestina à ditadura, até ser novamente preso em São Paulo, em 1º de maio de 1972. Passou pelos porões do DOPS, DOI-CODI pelos cárceres do Tiradentes, Carandiru, Hipódromo. Em junho de 1974 voltou a Minas Gerais, preso para o presídio de Linhares em Juiz de Fora. Após três anos como prisioneiro político, voltou à Universidade Federal de Minas Gerais, graduando-se em jornalismo e com mestrado em Ciência Política. Foi deputado estadual (1986 a 1990) e constituinte e deputado federal nos período de (1990-1994; 1994-1998; 1998-2002 e 2011 – 2015 ).Assumiu como suplente, o mandato de deputado federal para a legislatura 2015-2019, a partir de 12 de fevereiro de 2015. Afastou-se em 06 de março de 2015, para assumir como titular, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania  de  Minas Gerais.  Como deputado federal  propõe e preside a Comissão Externa para os Mortos e Desaparecidos Políticos. Os trabalhos dessa Comissão foram essenciais no processo que culminou na aprovação da Lei 9.140/1995, estabelecendo as condições para a reparação moral das pessoas mortas por motivos políticos, bem como a indenização a seus familiares. É autor do projeto  que criou a Comissão Permanente  de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que presidiu em  1995 e em 1999. Foi ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos de 2003 a 2005. Escreveu, em 1999, juntamente com o jornalista Carlos Tibúrcio o livro: Dos Filhos deste Solo – A responsabilidade Objetiva do Estado sobre os Mortos e Desaparecidos Políticos. Em seguida escreveu, em 2003, Memória Essencial, a trajetória vitoriosa  do  PT em Minas. Em 2006, Por que Direitos Humanos;  em 2007, Teófilo Otoni, a república e a utopia do Mucuri. Já foi distinguido com a Medalha  da Ordem do Mérito Legislativo, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais; a Medalha de Honra ao Mérito Tiradentes pela Polícia Militar do Estado de  Minas Gerais; a Medalha de Mérito Santos Dumont pelo governo do Estado de Minas Gerais e uma Menção Honrosa do Prêmio Franz de Castro Holzwarth de Direitos  Humanos, da Ordem dos Advogados de São Paulo. Em 21 de abril de 1999, ainda recebeu, em Ouro Preto, a Grande Medalha da Inconfidência, principal comenda do Estado de Minas Gerais e a Medalha de Mérito Cultural Dª Didinha, concedida pela Academia de Letras de Teófilo Otoni.

Posse: 26 de setembro 2015.